DESAFIO 2 – PESQUISAR E RELATAR AS TECNOLOGIAS SOCIAIS PRESENTES NA COMUNIDADE

As tecnologias sociais são produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas em interação com a comunidade, e que representem efetivas soluções de transformação social. São experiências inovadoras que contribuem para resolver grandes problemas sociais. A tarefa aqui é a de pesquisar e descrever as TS existentes na comunidade.

Comunidade: Santo Antônio dos Posseiros

Município: MAURITI

Estado: CE

TECNOLOGIAS SOCIAIS PRESENTES NA COMUNIDADE

BARRAGEM TRADICIONAL

Em nossa comunidade a construção de Barragens para armazenar água é uma prática frequentemente e que gera muitos resultados. Além de ter água armazenada superficialmente é possível abastecer a terra em volta e deixar o solo mais fértil e disponível para plantio de alimentos para o rebanho.
Este tipo de barragem é construído com cimento e pedra. É feito uma base escavada no solo para dar sustentação a parede, geralmente esse tipo de Barragem é feito em locais estratégicos que se tenha passagem de muita água durante as chuvas (riachos). Quanto maior a parede maior será o alcance de extensão de água e sua armazenagem.

CISTERNAS DE PLACAS

A cisterna de placas é um tipo de reservatório d’água cilíndrico, coberto e semienterrado, que permite a captação e o armazenamento de águas das chuvas, aproveitadas a partir do seu escoamento nos telhados das casas, através de calhas de zinco ou PVC.
A cisterna de placas permite o armazenamento de água para consumo humano em reservatório protegido da evaporação e das contaminações causadas por animais e dejetos trazidos pelas enxurradas.
O tamanho da cisterna varia de acordo com o número de pessoas da casa e do tamanho do telhado.
A fabricação das placas é simples e fácil.
Do ponto de vista técnico, é uma estrutura fácil de construir.
Basta que a pessoa tenha algum conhecimento sobre construção.
É uma tecnologia que utiliza menos material que os demais modelos existentes.
Pode-se utilizar de mão-de-obra familiar e o seu custo é bem inferior ao dos outros modelos.
Montagem da cisterna de placas
A cisterna fica enterrada no chão até mais ou menos dois terços da sua altura.
Sua totalidade consiste em placas de concreto com tamanho de 50 por 60 cm e com 3 cm de espessura (mistura cimento : areia de 1 : 4), que estão curvadas de acordo com o raio projetado da parede da cisterna, variando conforme capacidade prevista.
Há variantes onde, por exemplo, as placas de concreto são menores e mais grossas, e feitas de um traço de cimento mais fino.
Estas placas são fabricadas no local de construção em moldes de madeira.

CISTERNAS DE ENXURRADA

A cisterna de enxurrada é uma alternativa de convivência com a seca para os pequenos produtores do Semiárido, pois possibilita a captação da água de chuva das estradas e caminhos, que normalmente se perde por escoamento superficial.
A cisterna-enxurrada é a tecnologia social tem uma capacidade para acumular 52 mil litros. É construída dentro da terra, ficando somente a cobertura de forma cônica acima da superfície. O terreno é utilizado como área de captação.
Quando chove, a água escorre pela terra e antes de cair para a cisterna passa por duas ou três pequenas caixas, uma seguida da outra, que são os decantadores. Os canos instalados auxiliam o percurso da água que escoa para dentro do reservatório. Com a função de filtrar a areia e outros detritos que possam seguir junto com a água, os decantadores retêm esses resíduos para impedir o acúmulo no fundo da cisterna.
1° Passo: Para a construção de uma cisterna-enxurrada é fundamental a escolha do local e a marcação na área onde exatamente ela será construída. O terreno deve ser plano para evitar aterros e, assim, garantir a durabilidade e a qualidade.

Vejamos como ela é construída:

1° Passo: Para a construção de uma cisterna-enxurrada é fundamental a escolha do local e a marcação na área onde exatamente ela será construída. O terreno deve ser plano para evitar aterros e, assim, garantir a durabilidade e a qualidade.
Com uma trena fixa em uma barra, o técnico mede 04 metros do raio para marcar o local onde será escavada a cisterna-enxurrada.

2° Passo: A retroescavadeira escava um buraco de oito metros de largura e 1,80m de profundidade.

3° Passo: Após o buraco escavado, a família entra em cena para terraplanar o piso da cisterna.

4° Passo: Capacitados como agricultores-cisterneiros, os agricultores preparam as placas para erguer as paredes da cisterna. O pedreiro ou a pedreira faz estas placas com areia e cimento.

5° Passo: Um dos modelos mais comuns de parede é feito com 3 linhas de placa do tamanho de 50 por 60 centimetros, somando 111 placas.

6° Passo: Nesta etapa são construídas vigas feitas de concreto e ferro, estas vigas ou caibros serão responsáveis pela sustentação das placas do teto da cisterna.

7° Passo: Para levar a água da enxurrada para a cisterna será construído um ou dois pequenos tanques conhecidos como decantadores, que tem a função de permitir a decantação de resíduos que possam vir junto com a água que escoa.

8° Passo: Um dia depois de terminada, a cisterna deve ser pincelada com impermeabilizante (03 latas de cimento e 03 litros de impermeabilizante). No dia seguinte fazer a pintura da cisterna com cal branca. A família assina o termo de recebimento e à cisterna é fixada uma placa com a numeração da tecnologia.

CASA DE FARINHA

Casa de farinha construída com o empenho da população. Vista satisfazer a produção da fécula de mandioca e seus derivados de toda a comunidade.
A casa de farinha é uma ferramenta que pode ser replicada em outras localidades. Se coloca como uma galpão aberto que em seu interior têm os artifícios que são utilizados na produção da farinha, da goma =, da tapioca e de outros derivados mais da mandioca.